A DIVINA AMBIÇÃO

"O mês de novembro de 1895 é um período importante na história da minha vida e de minha compreensão do possível desenvolvimento do meu futuro... Foi neste mês que os sinais de minha transformação corporal em mulher se tornaram tão claros que não me foi mais possível ignorar o objetivo instrínseco para o qual todo o processo se voltava. O milagre estava tão próximo de sua conclusão que, durante as noites imediatamente anteriores, meu pênis poderia ter se retraído completamente (para o abdômem) se não tivesse lutado contra isto de acordo com o meu sentido de honra masculina. Seja como for, a volúpia da alma tinha se tornado tão forte que passei a aceitar a configuração de um corpo feminino - inicialmente em meus braços e mãos e, mais tarde, nas pernas, mamas, nádegas e outras partes..."

Daniel Paul Schreber, Memoirs, 1903

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Dos encontros, multi-evidências


Encontrei a autora no Congresso Internacional de Esquizoanálise, realizado pelas Fundações Gregorio Baremblitt de Belo Horizonte e Uberaba/MG em setembro de 2011. Pura simpatia! Nossos sinais se confundiram, tínhamos a certeza de algo em comum. A capa encontra-se aqui, acima. Multiplicidade do mínimo, misturas sempre desconhecidas provindas do acaso. Viva!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estudo V - assassinos por natureza

Desterritorializar e reterritorializar num contínuum. Uma natureza que quer romper e resistir. Energias que desorganizam os órgãos, intensidade pura em plena produção desejante. "Falar em conhecimento é fútil". O desejo como motor de um mundo novo. Elaboramos nossa própria travessia, Nega e eu, em produção sem medida.















PERFORMANCE COM NEGA REGINA, OBJETOS E INSTALAÇÕES DE LÍVIA LIMP E CAROLINA BOTTURA, FOTOS DE GABRIELA ANDRE ARAUJO

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estudo II - relâmpagos na pista de dança




Vogue. Os gays de Nova York queriam que seus corpos revelassem, no calor da pista, as poses da revista. Madonna e seu jogo com a música pop: divas da década de 40. Adivinha em Ouro Preto, agosto de 2009. Wagner Alves acompanhou-me no delírio de dançar, travestir-se num outro. Desmanche veloz, asas de borboleta-larva-mariposa. Um devir-outro arrasta tudo no acontecimento: caixa acústica a serviço de um perpétuo deslocamento sonoro, momento de pura expansão de nossos corpos. Mari Zippinotti na lente nômade, dimensões borradas imanentes entre si. Agradecimentos ao Wallace que nos convidou à sua casa noturna...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Conhecimento migratório, deambulação

Foto: Bernardo Gontijo Guimarães

A vida é possível sendo diva e larva, mariposa que não hesita em voar sem avisar. Um corpo Adivinha é impossível de ler, posto que é movediço. Sobrevôo num determinado tempo, o que exerce controles. O tempo dos ponteiros perde a importância e um novo tempo escapa, torna-se toda a vida uma neutra suspensão de uma lógica. Pura paixão por um outro de mim, outros eus que se revelam em ato efêmero e descontínuo, ininterrupto. O agora é desarranjos e arranjos, lugar em que toda a rede de vida é composta de pontos luminosos, energias que embestam para além das palavras. Sou larva, também sou mariposa, e estes momentos fogem àqueles que decidem explicar ou mesmo compreender algo que se dá em puro devir.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

corre-move-pega

Foto: Bernardo Gontijo Guimarães

"Dizemos que o agenciamento é fundamentalmente libidinal e inconsciente. É ele, o inconsciente em pessoa." Gilles Deleuze e Félix Guattari

SOU

Minha foto
Sou homem, sou mulher, sou Diva